2017 já chegou chegando e a gente volta à ativa pimpão.

Foram quase 3 anos de inatividade. Muita coisa mudou, o país tá nessa berlinda, com PEC 55 sendo aprovada no Senado, delação premiada mostrando a cara de uma maioria exorbitante do legislativo, eleição do Trump nos US and A, e muitas, muitas más notícias se a gente for parar pra pensar numa espécie de retrospectiva 2016 (por favor, não!).

Mas ano novo, vida nova, tentando tudo novo de novo, Cinema Proletário chega novamente às bancas virtuais, depois de um longo hiato após o lançamento da segunda edição.

Pra começo de conversa, o site está de cara nova. Tentando realmente entender o que é essa pataquada de web design, a gente arregaçou as mangas pra trazer uma plataforma muito mais arrojada para o leitor.

Mas, para além disso, 2017 tem se revelando um ano em que o conflito é iminente. Seja no cinema, na música, nas artes plásticas (aqui, incluo o picho, inimigo público #1 em São Paulo), no teatro, na literatura… enfim. Tudo está na mira. E não é possível mais se furtar ao embate.

Se o levante da direita nesse 2016, e com isso o levante também de discursos retrógrados de xenofobia, racismo, machismo, entre outros ismos tão tóxicos, trouxeram algum tipo de reflexão, para mim é a que o combate não pode ser feito no apagamento da existência do outro. O Inimigo agora está bem alto, e as suas nuvens negras estão pairando no horizonte. Não dá mais para apagar o coleguinha racista do facebook e fingir que sua bolha está segura. É preciso enfrentá-lo.

Tendo isso em vista, essa nova edição do Cinema Proletário traz coisas levemente diferentes. Pensando nisso, houve uma abertura de escopo e de ideias que surgem para dar vazão à diálogos mais abrangentes e conflituosos. Pensando nisso, nesta edição teremos um ensaio sobre o Universo Cinematográfico da Marvel, a estreia da caneta de Vitor Miranda com Uma Rua Chamada Pecado além de textos sobre Câmara de Espelhos, Aquarius, Nunca é Noite no Mapa, Memórias de Um Estrangulador de Loiras, Queda Livre e Espelho aportam nesta edição.

Além disso, o Diário Proletário vem abrir o ano com uma cobertura especialíssima de Tiradentes 2017, na comemoração dos 20 anos da Mostra. Todo dia vamos soltar textos sobre os principais filmes da programação por aqui, na nossa área de coberturas, e vamos narrar o que tiver acontecendo em Debates, Seminários, Bate-papos, conversas de boteco e afins no nosso twitter: Segue a gente aê bruxão!

E vamo que vamo!

Filmes dessa Edição

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Câmara de Espelhos
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Aquarius
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Espelho
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Memórias de Um Estrangulador de Loiras
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Uma Rua chamada Pecado
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Queda Livre
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Nunca é noite no Mapa
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A Faca na Água

Coberturas

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Tiradentes Proletária

Ensaios

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Universo Cinematográfico da Marvel
Tendências
Certas Tendências do Cinema Brasileiro Contemporâneo

Edições Passadas

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segunda-edicao

Manifesto

Cinema Proletário 2.0 – A Missão!

Cinema Proletário nasceu em 2013 como contrapartida à síndrome de Cachorro Vira-lata de outros espaços na mídia cinematográfica. É um espaço que vêm a dar ênfase num cinema autoral e independente, que nesse samba do crioulo doido que é o fazer cinematográfico, chega cheio das inventividades e loucuras para se dar conta de ir onde o orçamento não dá. É o Artista Igual Pedreiro das artes. Agora, é 2017, e estamos voltando com gás, gente nova, e sangue nozói pra dar conta de reviver essa empreitada com mais gás, mais disposição, num Brasil pós-PT, e num mundo pós-Trump.

A gente volta, mas não sem reflexão. Com a escalada da direita ao poder mundo afora, não se dá mais para fugir do combate, nem deixar de falar sobre coisas que a gente simplesmente ignorava anteriormente, jogava para debaixo de um tapete e fingia que tava tudo bem. Agora, a palavra de ordem é conflito, é debate. E é pensando nisso que um pouco dessa luz do holofote que a gente joga no cinema independente tem que rebater no outro lado da cerca. Mas, claro, essa luz é quente, é vermelha, e tá nessa vida pra criticar. Assim, vamo chegando junto dos cinemão, dos clássicos californianos, e de toda pataquada que fazer o cérebro coçar e o dedo tremer pra escrever umas linhas.

Agora a gente tá na missão.

E no nosso pelotão chega Julio Cruz, formando de Cinema, cineasta, crítico, cinéfilo, fotográfo, montador, captador de som, roteirista e DJ. Já foi integrante do Juri Jovem da Mostra de Cinema de Tiradentes (2012), escreveu para a Revista Eletrônica O Disparador – Cinema e Dilema, foi curador do Lançamento da SEDA – Semana do Audiovisual (2013), ministrou algumas oficinas de audiovisual voltadas para a produção e a crítica cinematográfica, entre várias outras coisas que ele já fez por aí. Em 2015 lançou o curta-metragem José Baleia e agora tá na escrita de outras peripécias cinematográficas. Volta agora com o Cinema Proletário, na companhia de mais duas personas non gratas:

Vitor Miranda, essa pessoa satânica em Cristo está no sétimo período do curso de Cinema. Como não consegue sossegar o rabo, já foi Diretor de Produção do curta Quando é lá Fora (2016), que participou de festivais nacionais e internacionais, e ganhou o prêmio do Júri Popular no 3º Lumiar: Festival Interamericano de Cinema Universitário, foi Diretor de Produção e Co-montador do curta-documentário Minhocuçu (em pós-produção), Assistente de Produção do curta Obcecados (2016), de Bruno Sanábio e Diretor de Produção do curta de animação O Mistério da Casa Abandonada (2014). Hoje trabalha como assistente de produção, curadoria e programação em diversas mostras realizadas a partir de janeiro de 2015 no Cine Humberto Mauro. Como é muito prendada, assinou sozinho a curadoria da “Mostra Claire Denis” e da “Mostra Maldita” no 17º e 18º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte, dentro do Cine Humberto Mauro.